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sábado, 5 de maio de 2012

Well, well, seguimos assim...

Caros, boa noite!

Como citado no título original "Um pouco mais do mesmo", agora referente ao FENAC do presente ano.

Créditos a Eduardo Quintana.

http://eduardoqs.wordpress.com/2012/04/27/mais-um-do-mesmo-de-sempre-fenac-em-mendesrj/

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PARTE 1
Buenas meus amigos,
Vamos lá!
O hotel do evento tem como diaria tabelada, 145 contos que seriam 290 por dois dias, com 3 refeicoes inclusas a cada dia; porém, eu tenho de contratar direto do evento que cobra 330,00!!
Interessante ser este um valor menor mesmo sendo individual, pois, se fosse um grupo de 10 como informou a atendente Gilda, seria mais barato!! Ou seja, por ter a honra de pagar a organização do evento me são cobrados a mais,no minimo, 40 pilas!!!
PARTE 2
Acabei de fazer uma reserva para 4 dias num bom hotel e pagarei 200,00 pilas, deixando para tras os 330,00 por dois dias do organizador!
VAI SAIR MAIS BARATO: PAGAR AS DESPESAS DE HOTEL e ALIMENTACAO DA NOSSA CAMPEA ficando conosco que PAGAR OS 330 PILAS!!!
ISSO AINDA VAI PARA NUM SITE DESTE DE XADREZ…
PARTE 3
Buenas,
Deixei de pagar os 330,00 por dois dias e vou gastar 175!! Com os 155 que vou economizar, vous gastar 100 para o hotel da campeã, pois, a organização exige um adulto lá dentro como responsavel….queria eu acreditar que isso é pela parte legal e não pela financeira….
Mas em fim, sobrara 55 pilas!!!
JÁ PENSARAM SE FOSSE COM DELEGAÇÃO DE 15 ATLETAS COMO LEVEI NOUTROS ANOS A ECONOMIA??
MEMÓRIA: teve um ano que o Panamericano foi realizado no RS, em Bento Gonçalves. Na epoca a contratação do hotel do evento era forçada o que deixaria um custo total de R$ 17.500,00 para eu levar toda nossa equipe….MAS SE EU PUDESSE como ocorreu noutro ano, lá mesmo, contratar hotel e alimentação fora, nós gastariamos R$ 9.500,00!!!!!
RESUMO DA HISTÓRIA: não fomos no evento e usamos a verba no evento de Caxias da Festa Uva e mais dois FIDE.
NA REAL: O trabalho de base esta muito forte no Brasil, de forma independente a formalidade federativa nacional e internacional; seria um bom momento para implementar incentivos a participação e não o contrário, fazendo evento pequenos visto a demanda que poderia jogar…o mundial na Grécia teve 1570 participantes e aqui no Brasil pouco mais de mil….
A atual estrutura em vez de pensar em coletar dividendo$ devia sim plantar sementes do trabalho de base desenvolvido para aparecerem novos “Mequinhos” e “Fiers”.
Abraço a todos.
Ps. Na viagem duas atletas, um pai advogado e vai o Técnico com um Estatuto da Criança e do Adolescente debaixo do braço.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SÓ PODE SER BRINCADEIRA NÉ?!

Amantes da nobre arte, boa noite!

Esperava o fim do ano para voltar a publicar, já há muito estou afastado de torneios, ou mesmo do meio enxadristico em geral, minha ideia era fazer um apanhado geral no final do ano, entretanto...

Peço que leiam o artigo abaixo. E eu que pensava que o problema pudesse ser eu que esperava muito mais do que de fato podia ser... rs

SÓ PODE SER BRINCADEIRA NÉ?!

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Aficionados, Dirigentes em Geral do Xadrez,


Procurando evitar a emissão de qualquer juízo de valor, seguem a seguir as impressões gerais do WYCC 2011 – Campeonatos Mundiais de Xadrez da Juventude – que estão sendo realizados na cidade de Caldas Novas (GO).
Lamentavelmente nosso país ficará com uma imagem muito negativa aos olhos de todos aqueles que investiram seu tempo, esforço e dinheiro para vir participar deste que deveria ser um grandioso evento.
Logística
Mais uma vez temos eventos importantes sendo organizados em locais distantes de grandes centros, dificultando o deslocamento de todos. De Goiânia a Caldas Novas a organização providenciou alguns ônibus, mas muitos que chegaram com antecedência tiveram transportes improvisados. Várias delegações reclamaram sobre a mudança do Rio de Janeiro para Caldas Novas. Em uma diferente escala, seria o mesmo que o Brasil transferisse as Olimpíadas de 2016 para cá, sob a alegação que fosse.
Recepção
As delegações foram recebidas no aeroporto de Goiania, e eram acomodadas de forma desorganizada, sem qualquer planilha ou lista, nos ônibus e vans para as 3h de viagem até Caldas Novas. Não custaria muito contratar uma equipe profissional para esse trabalho receptivo.
Alojamento
Como era de se esperar, muitos participantes chegaram nos hotéis já de madrugada para descobrirem que a organização havia esquecido de fazer suas reservas. A delegação do Canadá pagou para ficar em determinado hotel, próximo ao local de jogos, mas não havia qualquer reserva. Desesperado, o chefe da delegação canadense tentou contatar o organizador, que não quis atendê-lo. Saiu pela cidade, já perto das 3 da manhã, com a ajuda de uma mãe de uma jogadora brasileira, em busca de local para seus atletas dormirem.
Mudanças de regras
Um dos maiores absurdos foi a alteração do número de partidas, de 11 para 9 rodadas. Até agora ninguém sabe o motivo. Mas a mudança de regras no meio dos eventos não é surpresa para nós.
Cerimônia de abertura
Não houve qualquer solenidade, nem sequer foi tocado o hino nacional, o que representa uma transgressão à lei brasileira. Não houve qualquer espetáculo de dança ou música, como é de costume em todos os Mundiais. Não havia um tradutor profissional contratado, e a função coube ao Sr. Mascarenhas, que apesar de toda a boa vontade em querer ajudar, não estava preparado para a função. Contratar um tradutor não é tão caro assim.
Delegação brasileira
A delegação brasileira, mais uma vez, chega no famoso “cada um por si”. Sem uniformes ou treinadores, os jogadores dependem de seus pais. Esses, por sua vez, se viram como podem. O chefe da delegação foi instituído na hora. Todas as delegações recebendo seus crachás e credenciais, exceto os brasileiros. Neste momento o representante de Catanduva se prontificou a ajudar e organizar tudo, cumprindo as vezes do chefe. No dia seguinte a organização, ou a CBX, tomaram o crachá dele e passaram para o atual chefe de delegação, Cláudio Tamarozi, que só ficou sabendo desta incumbência naquele exato momento.
Lamentavelmente nossos dirigentes não se deram ao trabalho de pensar em ajudar nossos atletas, técnica ou moralmente (esqueçamos o apoio financeiro), mesmo sendo sede do torneio mundial.
Representantes oficiais
Na categoria sub18 Feminino o Brasil não tem representante oficial. Isso mesmo. Apesar das constantes solicitações de confirmação das atletas que participam do torneio, a CBX entendeu que o Brasil não deveria contar com representante oficial; ou seja, a melhor rankeada no Brasileiro deveria pagar sua estadia – mais 2 mil reais para a organização.
Esta mesma jogadora havia confirmado sua chegada em Goiania, e duas horas antes de seu vôo chegar, a organização lamentou muito mas disse à mãe que não poderia buscá-la. Esta entrou em crise, e chorando disse que iria à delegacia. Neste momento intercedeu o presidente da CBX para magnanimamente garantir que colocaria um taxi à disposição da atleta. Realmente 250 reais é um investimento muito alto para os organizadores, que já haviam recebido pelo serviço.
Local de jogos
O local de jogos lembra qualquer torneio escolar que estamos acostumados a acompanhar. Nenhuma cenografia, decoração. Os pais e acompanhantes ficam esperando do lado de fora. No primeiro dia não havia cadeiras, e todos eram obrigados a sentar no chão ou ficar de pé por horas. Também não havia banheiros ou água. Reclamações generalizadas.
Agora há um banheiro à disposição. Talvez fosse melhor continuar sem.
Confusão
No início da segunda rodada, mais uma vez contrariando as informações do folder do evento, os pais foram proibidos de entrar no local de jogos para dar boa sorte aos seus rebentos, tirar as fotos, ou mesmo preencher as planilhas dos menorzinhos. Não bastasse não ter onde se sentar, ter que viajar pro outro lado do mundo, e pagar preços extorsivos, foram proibidos de acompanhar seus filhos. Aí foi um tal de empurra, chegaram a invadir o salão. Para a saúde dos árbitros e organizadores, eles felizmente se organizaram e não cometeram o mesmo erro na terceira rodada.
Outra falha
No folder do evento diz que todos os participantes teriam acesso aos parques aquáticos, mas na verdade isso só foi permitido aos que ficaram nos melhores hotéis.
Boletins
De acordo com o regulamento, os chefes de cada delegação deveriam receber boletins em CD a cada rodada.
Arbitragem
A arbitragem está a cargo da Diretoria da CBX. Um jogador brasileiro foi chamado à atenção por um dos árbitros que lhe disse que ele não devia sair de sua mesa, pois se em algum momento não houvesse ninguém no tabuleiro e alguém mexesse nas peças, ele tiraria o ponto de ambos (!!) – deve ser uma lei nova.
Hotéis
Os valores cobrados pela organização são extorsivos. Aliás, os hotéis aceitam hóspedes que não sejam dos torneios, e o valor cobrado no balcão é exatamente a metade do que os enxadristas pagam. Com bom humor é possível dar 4 estrelas, mas de fato são meros 3 estrelas. Ficou mais caro se alojar em Caldas Novas do que na Times Square em Nova Iorque.
O problema maior é a venda casada, proibida pelas leis brasileiras. E que não se justifique com regulamentos de FIDE, pois no mês que vem o Peru vai organizar o Sul Americano, e quem não quiser ficar nos hotéis oficiais pode abonar uma taxa adicional de 50 dólares, o que parece razoável.
Alimentação
A alimentação está razoável. Vai ser complicado continuar mais 4 dias com a mesma comida, mas tudo bem.
Caldas Novas
Curiosamente ninguém na cidade sabe que está tendo esse evento aqui! Nem mesmo os taxistas. No site oficial da cidade também não há qualquer menção.
Aparentemente a prefeitura da cidade não apoiou em nada na organização, pois nem mesmo há segurança ou uma ambulância em frente ao local do evento, como determina a legislação brasileira.
Divulgação e Comunicação
Não há nenhum banner com patrocinadores, ou sequer apoio da cidade ou do governo estadual. Nenhum cartaz, folder ou faixa por parte da organização. Nenhuma bandeira. Nada. Nem mesmo o torneio interno do clube é tão escondido quanto este. Não há fotógrafos contratados pela organização. Não está sendo feita qualquer filmagem. Não há telões ou LEDs para mostrar as partidas ao público que espera do lado de fora.
Nenhum repórter, de mídia televisiva ou escrita, apareceu até agora. Parece que não há o menor interesse em chamar a atenção para o evento. Não é normal.
Patrocinadores
Há um “parceiro” – Samuk. O único banner no local de jogos é desta empresa, que é a patrocinadora da Federação de Xadrez do Cazaquistão! Estranho, para dizer o mínimo.
Recibos
Evidentemente o organizador não quer emitir notas fiscais e pagar impostos. A falta de transparência é tamanha que o recibo do evento não tem assinatura ou nome de quem o emite. Comitê organizador do evento não é pessoa jurídica legalmente constituída. Não há logo, CNPJ ou endereço.
A impressão geral que se tem é de total amadorismo, falta de planejamento e descaso com os participantes.
Uma vergonha nacional.

Movimento Pro Xadrez Melhor para Brasil agradece a divulgação do presente.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pan, Colombia!

Tenho muitos assuntos atrasados nesse blog, entretanto venho hoje com uma proposta rápida.

Gostaria de saber quando no Brasil teremos um apoio desse tipo de nossa "federação/organização"


Pode ser que já seja uma ideia dos organizadores do Mundial, eu desconheço.

BrMR

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Mundial da Juventude - Uma conquista do Brasil?

E, eis que torno a utilizar desse espaço para manifestar minha opinião.

Há poucos dias fora finalmente divulgado o lugar que abrigará um dos maiores, se não o maior evento já realizado no Brasil.
Um evento Mundial está muito além de um torneio qualquer, um torneio mundial requer muitos cuidados, muita atenção e dedicação de parte dos organizadores.

Tenho um amigo no nordeste que logo que viu a publicação no blog Reino de Caissa que anunciava com exclusividade o local e a data do "Mundial do Brasil", me contatou e me passou o link, perguntando qual a minha opinião sobre o local escolhido e a data.
Respondi particularmente a ele e agora torno pública a minha opinião.

Antes de tudo, justo que eu parta do início.

Caldas Novas-GO é uma cidade turística, que tem como atração principal suas fontes de águas termais (estas que certamente seriam, vejam bem, seriam, do agrado dos participantes). Cidade que seguramente possui rede hoteleira para suprir a demanda de pessoas que por lá terão de se alojar durante o evento internacional.

Agora, vamos a minha opinião.

Começando pela escolha do local, desde que ouvi que teríamos um mundial em solo tupiniquim ouvia que teria sede na capital do Rio de Janeiro, cidade de fácil acesso, turística, com aeroporto na própria cidade, rede hoteleira de grande qualidade, inclusive com hotéis de preços acessíveis para os menos favorecidos financeiramente.
Cidade essa (Rio de Janeiro) que se localiza na região de nosso país que com toda a certeza terá mais representantes brasileiros no evento.
Outro motivo pelo qual acreditava que o evento seria no Rio é o calendário da FIDE, nossa querida Federação Internacional, sempre limpa com atitudes sempre éticas, a começar por seu presidente, mas isso é história pra uma próxima prosa, constava que o evento seria mesmo no Rio, mas como esperado os organizadores do Mundial prontamente avisaram a FIDE para que trocassem em seu site o nome da cidade sede para evitar qualquer desentendimento.

Caldas Novas se localiza a 160 km da capital mais próxima (Goiânia), ou seja, a 160 km do aeroporto internacional mais próximo, convenhamos que será um tanto incômodo para quem vem do exterior fazer esse trajeto cansativo via terra, por uma rodovia de qualidade ruim.

Quanto a data, será num período de exames finais para todos, repito, TODOS os brasileiros interessados nesse evento, em minha opinião um erro capital da organização.

Tornando a falar do argumento "Caldas Novas quanto cidade turística", me lembro de todas as vezes que participei de eventos dessa dita '(des)organização', me recordo de que sempre é preferido pelos organizadores que se realize um torneio compacto, ou seja, no menor tempo possível (assim como foi no Sul-Americano da juventude de 2009, realizado em Mendes-RJ, onde diminuiram 2 rodadas de todas as categorias alegando insuficiência de participantes, detalhe: até então tinha sido a edição de um Sul-Americano com recorde de participantes), logo, me questiono que tempo terão os participantes para disfrutar das fontes termais?!

Ainda sobre o local do evento, por que teriam mudado a cidade sede do evento?! Seria pelo medo de perder pagantes que muito possívelmente teriam parentes na cidade ou mesmo seriam ali residentes?!
Creio que poucos saibam, antes preferi não mencionar nesse meio, mas venda casada no Brasil fere o Código de Defesa do Consumidor, logo não se pode forçar a um participante de qualquer evento a se hospedar num hotel pré-determinado pela organização, e, sendo Caldas Novas uma cidade de grande rede hoteleira quero acreditar que a organização não fará oposição aos participantes que preferirem opções mais em conta de hotel procurar um que se adeque às suas condições.

E, como diz o Título desse artigo, deixo a questão no ar, "Mundial da Juventude - Uma conquista do Brasil?"

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Réplica a: Carta Aberta - Brasileiro Juvenil 2010 (editado em 23/10)

Caro Pablyto,

Recebemos sua resposta como grata surpresa, pois mais uma vez mostrou ser uma pessoa integra que assume seus compromissos e suas posições.

Concordo com o posicionamento de que não é agradável receber criticas, ainda mais quando se passa a impressão de que é uma pessoa que trabalha para a melhoria em diversos aspectos no xadrez brasileiro. Entretanto devo dizer que o ‘fazer bem’ à frente de uma entidade máxima em uma nação não é mais que o esperado, mas aqui o façamos presente, reiteramos que suas políticas em essência contribuem para o avanço do xadrez nacional, pelo tanto, o parabenizo.

Recorrendo agora a um ponto por você citado, já que os anos anteriores tiveram a dita premiação em dinheiro, se buscamos sempre a melhora, não podemos concordar em retroceder em ponto algum.

Podemos também atentar ao ponto de que se nem sempre se realizou o evento nacional antes dos eventos internacionais correspondentes, devemos crer logicamente, que essas edições correspondentes é que se realizaram de forma errada.

Bem, claro que dadas as condições de falta de compromisso do dito ‘organizador’ que assumiu um compromisso e não pôde honrá-lo, podemos ter a certeza de que nas próximas edições de qualquer evento oficial de nossa federação máxima será exigida alguma forma legal de compromisso entre as partes, certo?!

Bem, esse protesto teve como finalidade conseguir um compromisso de que as próximas edições tenham sua atenção devidamente atentada e de forma alguma atacar ou desprestigiar alguém.

Atenciosamente,

BrMR


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Nota: A Federação que havia primeiramente se comprometido com a organização deste evento publicou uma nota de esclarecimento em seu site na web.

Disponibilizamos abaixo a nota na integra.

"Agradecemos o apoio da Diretoria da CBX em nos conceder a prioridade para realização dos Campeonatos Brasileiros Sub-20 Absoluto e Feminino de 2010. Salientamos que: Devido a não conclusão de negociações para patrocínios até dia 31/08/2010, optamos pelo cancelamento da realização dos mesmos, comunicando ao Presidente da CBX em 02/09/2010, antes que fossem causados prejuízos ao Xadrez brasileiro. Felizmente recentemente concluímos em tempo as negociações de patrocínio para que possamos realizar todos os eventos de nosso calendário a partir de 01/11/2010 até a sua conclusão.


À Diretoria"

Retirado do site da FEXEG (Federação de Xadrez do Estado de Goiás) no dia 23 de outubro de 2010 às 20h05min.



Editado em 23 de outubro de 2010 às 20h12min.

Carta Aberta - Brasileiro Juvenil 2010

São Paulo, 19 de Outubro de 2010.

Prezados dirigentes e enxadristas,

Como já é de conhecimento geral dos enxadristas da categoria sub20, o Campeonato Brasileiro Juvenil de 2010 será realizado nos dias 22,23 e 24 do mês de outubro em Poços de Caldas/MG. Este evento sempre gozou de uma popularidade considerável entre nós jovens devido ao prestígio do título, à premiação em dinheiro em uma categoria de base, à possibilidade de obtenção e manutenção de rating FIDE e, por último e mais importante, à oportunidade oferecida ao campeão de ter contato com jogadores do mundo inteiro disputando os Campeonatos Pan-Americano, Sul Americano e Mundial Juvenil como Representante Oficial do Brasil. Os poucos de nós que já obtiveram essa conquista sabem como o esforço realizado para consegui-la vale a pena, e isso motiva muitos a continuarem estudando para conseguir aproveitar tal oportunidade.

No entanto, alguns dos principais chamativos do evento foram excluídos em 2010. Todos os torneios para os quais os campeões recebiam vaga já foram realizados (Campeonato Mundial de 3 à 16 de agosto, Pan-americano de 20 à 26 de maio e Sul Americano de 11 à 17 de maio), enquanto o Brasileiro Juvenil será realizado na data supra citada, retirando dos enxadristas dessa categoria a oportunidade de disputarem a vaga para o mundial de igual pra igual com seus concorrentes em um torneio aberto.

Sem o direito ao posto de Representante Oficial nos principais torneios internacionais, o torneio perde um de seus principais objetivos, diminuindo o estímulo antes presente em muitos de participar de um evento como o Campeonato Brasileiro Sub20. Vale lembrar que a possibilidade de obtenção e manutenção de rating FIDE não é mais um diferencial entre os torneios de categoria, visto que ela esteve presente nas quatro categorias do FENAJ 2010.

Falando um pouco sobre os aspectos financeiros (fator limitante para alguns jogadores), em relação aos últimos dois anos observou-se um aumento da taxa de inscrição que não foi acompanhado pelo aumento do valor da premiação, e sim pelo seu corte. Este não foi colocado como o ponto principal da falta de estímulo, mas certamente é algo que não pode ser deixado de lado.

São pelos motivos citados acima que essa carta foi escrita com o apoio de diversos enxadristas brasileiros, com o objetivo de expor nossa insatisfação com a situação, nossa decisão (aqui proposta a todos os enxadristas juvenis) de não participar do evento e nosso desejo de que, nos próximos anos, as categorias de base não recebam semelhante descaso.

Enxadristas sub20.

Evandro Amorim Barbosa(2393), Luiz Guilherme Aurelli Abdalla (2294), Yago de Moura Santiago (2252), Renato R. Quintiliano Pinto (2170), Marcos Vinicius Torsani Pires (2119), Bruno Morado Rodrigues (2080), João Danilo Mandetta (2051), Allan Hurba Nunes (2048), Laurie Cristiane Tournier (2045), Heitor de Almeida (2033), Guilherme de Araujo Cirilo (1885), Fernando Luis Sakamoto Branchini (1866), Mônica Nogueira Rodrigues (1792), Cintia Rocha Leão.


Direito de resposta.


"Respeito a posição de vocês, mas gostaria de algumas ponderações, se me permitirem:
1) O Brasileiro Juvenil nunca teve premiação em dinheiro, com exceção dos anos de 2008 e 2009, onde eu pessoalmente estive por trás da organização do evento, seja como Presidente da Fed. do ES (2008), seja como consultor (2009).
2) O torneio nem sempre foi valendo rating FIDE. Tenho claro em minha mente o brasileiro de 2000, onde o Bittencourt foi 3°, empatado com o 1°, e não ganhou um pontinho, porque não valia FIDE, e o torneio teve mais de 70 participantes (contra os 35 nos anos de 2008 e 2009, valendo FIDE e com premiação gorda e a mesma taxa de inscrição cobrada em 2000 - ou seja, 8 e 9 anos antes).
3) Não estou usando o passado para justificar uma retração no presente, pois a nossa política é sempre fazer melhor, é andar para frente e valorizar ainda mais os torneios de categoria. Só estou mostrando que os argumentos usados na carta aberta não condizem com a realidade histórica do torneio em questão.
4) Por fim, e este é o ponto determinante, o Brasileiro Juvenil teria outro organizador que, de última hora, deu para trás e disse que não poderia mais organizar o evento. Poderia até te dizer quem é, mas não o farei porque não quero expor ninguém, a menos que este próprio tente criticar a CBX por causa do evento que ele furou. Com isto, o torneio nem sequer ia ser realizado, justamente por conta das outras questões colocadas na carta: já se passaram os eventos internacionais que dão o benefício. Mas aí surgiu a possibilidade de se fazer, com a parceria da Casa do Xadrez e achamos muito melhor fazer o torneio do que deixar sem fazer, porque alguém deu para trás.
Estas são as explicações para o ocorrido. Agora, tem jogador que assina a carta aberta que não iria participar do torneio nem que tivesse prêmio e todos os outros benefícios, pois na mesma data estará disputando o Mundial Sub-18. Acho muito inapropriado alguém que não estará no Brasil, na época do torneio, dizer que não vai jogar por este ou aquele motivo, já que não jogaria de qualquer forma. Alguns dos demais jogadores nem sequer disputaram as duas últimas edições, que tinham todos os atrativos descritos na carta. Para ser bem sincero, dos signatários da carta, apenas o Allan Hurba e o Abdalla jogaram.
Se a questão for só os benefícios da indicação a alguns torneios, ainda tenho mais um fato:
- nem sempre o Bras. Juvenil do ano foi realizado antes do sulamericano, pan e mundial. Geralmente conseguia ser antes de um ou outro, mas não de todos. E aí a indicação sempre foi com base no último realizado. Neste caso, ano que vem, se o BRA-JUV não ocorrer antes de algum desses torneios, o indicado será o campeão do torneio deste ano.
Agora, eu assumo um compromisso: se o Bra Juvenil 2011 for realizado antes, a CBX dará o mesmo benefício a campeão e campeã do juvenil deste ano, se tiverem idade para jogar ano que vem os internacionais da categoria. Se não tiver, estudarei um outro prêmio, que pode ser um outro torneio internacional. Se o problema é falta de incentivo, está aí um ótimo. E o torneio este ano é bem mais perto para a maioria dos reclamantes da carta, além do pacote de inscrição, hospedagem e alimentação ser muito em conta, o que retira muito o tal "custo de participação" (que reconheço que eram mais altos nos anos anteriores, mas não tinha como ser diferente, não havia outras propostas melhores para o torneio - não a inscrição, que sempre teve preço justo e ainda o é neste ano, considerando a importância do evento).
O que chateia, Cirilo, é que os jogadores nunca reconhecem o esforço dos organizadores. Quando está bom, não elogiam, não dão o menor sinal de satisfação. Mas quando algo não lhes agrada, ao invés de buscar o diálogo, usam desse expediente horroroso que é meter o pau publicamente, o que desgasta o torneio, desgasta o organizador, etc. O resultado é que cada vez mais, menos pessoas se disponibilizam a realizar eventos e os maiores prejudicados são vocês.
Att,
Pablyto Robert
Presidente da CBX
Árbitro Internacional de Xadrez"

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Exceção!

Excepicionalmente essa semana atrasaremos em 24 horas a publicação de um novo artigo.

Amanhã teremos um artigo novo no ar.


Obrigado a todos,
BrMR